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Dúvidas e esclarecimentos

Braz Chediak

Oi, Aladim. Seria melhor fazer o depoimento em forma de pergunta/resposta, O farei com muito prazer, a Lucélia é uma irmãzinha muito querida. Abraços.

Quais cenas de Lucélia, sob sua direção, no filme: “Bonitinha, mas Ordinária”, você destacaria?
Danada esta pergunta. Lucélia é uma atriz perfeita, que consegue dar uma unidade interpretativa difícil de encontrar. A cena que causou mais impacto foi a da “curra”, que é comentada até hoje, basta consultar o Youtube e ver o número de acessos. Mas ela está perfeita em todo o filme. Veja, por exemplo, a cena em que é assassinada: faz uma transição que é uma obra-prima de interpretação. E tudo com grande, imensa sutileza.

No filme “Álbum de Família”, você voltou a dirigir a Lucélia em uma obra de Nelson Rodrigues. O que você destacaria desse trabalho com ela?
Este foi um filme que fiz a pedido do Nelson. Insistência mesmo. Foi muito difícil para mim, pois não é o meu estilo, e estava com outro diretor/ator que respeito muito. Tive que mudar o elenco, por motivos de afinidade. Conservei apenas a Lucélia que, como sempre, brilhou e deu um tom comedido a seu personagem. Ela tem o raro talento de brilhar em todos os lugares, em todas as cenas. É como a Marilyn Monroe: quando entra em cena só conseguimos olhar para ela.

Você foi o responsável, indiretamente, pelo título de “Musa Rodrigueana”, por ter dirigido dois filmes consecutivos protagonizados por ela no cinema. O que você pensa desse título dado á ela nos anos 80, que persiste até os dias de hoje?
Penso que ela não é apenas uma “musa rodrigueana”. É a musa de toda grande intérprete. De todas as atrizes. O título existe e existirá sempre, enquanto houver cinema. O Xico Sá, na Folha de São Paulo, disse que a cena da curra (com a Lucélia) é a mais erótica do cinema mundial. Esta é, também, a opinião de muitos intelectuais que falaram comigo sobre o filme. Então… É NOSSA GRANDE MUSA.

Como foi o seu relacionamento diretor – atriz com ela durante as gravações dos dois filmes que vocês fizeram juntos?
Perfeito. Ela é uma atriz dedicada, concentrada, gentil. Tudo o que fala é para acrescentar, contribuir. Nunca contesta, aceita o que o diretor pede porque sabe que pode transformar tudo em perfeição. Lucélia é feiticeira, transforma o joio em trigo. Devo muito a ela, pois tive a benção e a honra de ter, em meus filmes, as duas melhores interpretações femininas do cinema nacional, que revelo por ordem de idade: GLAUCE ROCHA em NAVALHA NA CARNE (não confundir com o dirigido pelo Neville) e LUCÉLIA SANTOS em BONITINHA, MAS ORDINÁRIA.

 Braz Chediak

Diretor dos filmes: “Bonitinha, mas Ordinária” e “Álbum de Família”.
(por e-mail 21/11/2012)

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