Lucélia no Cinema por Antônio Leão
da Silva Neto
Pesquisador de Cinema e Autor dos livros “Astros
e Estrelas do Cinema Brasileiro” e “Dicionário
de Filmes Brasileiros”
“Já
havia visto Lucélia Santos na televisão,
achei-a uma atriz comum, mais um rostinho bonito.
Mas, quando vi o filme “Engraçadinha”,
de 1981, tomei um baque, sai do cinema, meio perplexo,
pensei comigo mesmo, não é só
um rostinho bonito. Além de beleza e talento,
Lucélia tem também muita coragem,
pois encarar aquela personagem não é
para qualquer um, tem que ter dentro do sangue,
a vontade de interpretar, de entregar sua alma
e seu corpo á um trabalho e deixar seu
público extasiado. Fiquei impressionado
com a força de interpretação
daquela menina, que, assim como Peter Pan, não
quer envelhecer. Vi Lucélia no Festival
de Gramado(2004) e cheguei a esta conclusão:
ela não quer, não pode e não
deve envelhecer. Será para nós sempre
aquela menina de Santo André, franzina,
meiga, mas com um vigor invejável. Lucélia
respira cinema , nasceu para o cinema, para frente
e para atrás das câmeras, pois “Timor
Lorosae” mostra também sua capacidade
de dirigir. Enfim, uma atriz completa. Lucélia
sempre foi de forte opinião, nunca se dobrou
a quem quer que seja. Acredito que deva ter perdido
muitas oportunidades por isso, mas sua transparência
faz dela uma mulher única, que tem que
ser respeitada.“
Por
e-mail (23/08/2004)
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